Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Os três erres do discurso ecochato (sou ecochata, então me sinto livre pra usar o termo) deveria ser expandidos a muitas outras searas, indo além dos saquinhos plásticos (há anos digo "não, obrigada" aos saquinhos) e às garrafas pet.
Parece complicado, mas não é. Atire a primeira pedra quem não quis dizer um palavrão por ter que executar uma tarefa que sabe ser inútil. É o nosso primeiro erre. Para fazer uso racional da matéria-prima "inteligência humana" só deveria ser demandado o necessário, sem sobrecargas.
O segundo erre também não fere em nada o resultado. Se já temos um determinado estudo ou produto feito, de boa qualidade, porque fazer outro? Só pelo prazer inútil do ineditismo em detrimento da qualidade do resultado? Melhor um bom reutilizado que um meia-boca novo.
O último erre é um prêmio para os profissionais e só se precisa chegar a ele se os outros dois não foram bem colocados em prática (igualzinho às nossas sacolinhas de plástico). Pegar o que está feito, dar uma roupagem nova e poupar esforços inúteis.
Mas pior do que todos estes desperdícios, é quando alguém executa uma tarefa que não vai dar em nada. Leva horas de seu esforço mental, energia elétrica, telefone, papel... Para fazer algo que vai parar no lixo. É como confeitar um bolo que nunca vai sair da cozinha no dia da festa.
Vamos repensar os modelos de gestão?
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de junho de 2010
Pra jogar fora
Todos os dias, 4 mil toneladas de lixo são recolhidos pelos caminhões em Salvador. Isso quer dizer que cada soteropolitana é responsável por mais 500 quilos de lixo no aterro em um ano. Se levarmos em conta que o baiano tem 71,4 anos de expectativa de vida, cada um de nós deve deixar, além do peso do próprio corpo em um campo santo, 35,7 toneladas de porcaria.
Aqui, não contabilizamos toda a porcalhada que fica nos córregos, terrenos baldios e outros pontos inadequados. Dengue, meningite, leptospirose são alguns dos problemas que essa sujeira toda pode causar. Como é que dá pra pensar em sociedade susntentável, assim?
Aqui, não contabilizamos toda a porcalhada que fica nos córregos, terrenos baldios e outros pontos inadequados. Dengue, meningite, leptospirose são alguns dos problemas que essa sujeira toda pode causar. Como é que dá pra pensar em sociedade susntentável, assim?
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