Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Os três erres do discurso ecochato (sou ecochata, então me sinto livre pra usar o termo) deveria ser expandidos a muitas outras searas, indo além dos saquinhos plásticos (há anos digo "não, obrigada" aos saquinhos) e às garrafas pet.
Parece complicado, mas não é. Atire a primeira pedra quem não quis dizer um palavrão por ter que executar uma tarefa que sabe ser inútil. É o nosso primeiro erre. Para fazer uso racional da matéria-prima "inteligência humana" só deveria ser demandado o necessário, sem sobrecargas.
O segundo erre também não fere em nada o resultado. Se já temos um determinado estudo ou produto feito, de boa qualidade, porque fazer outro? Só pelo prazer inútil do ineditismo em detrimento da qualidade do resultado? Melhor um bom reutilizado que um meia-boca novo.
O último erre é um prêmio para os profissionais e só se precisa chegar a ele se os outros dois não foram bem colocados em prática (igualzinho às nossas sacolinhas de plástico). Pegar o que está feito, dar uma roupagem nova e poupar esforços inúteis.
Mas pior do que todos estes desperdícios, é quando alguém executa uma tarefa que não vai dar em nada. Leva horas de seu esforço mental, energia elétrica, telefone, papel... Para fazer algo que vai parar no lixo. É como confeitar um bolo que nunca vai sair da cozinha no dia da festa.
Vamos repensar os modelos de gestão?
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 29 de junho de 2010
Viroses
Aproveito para me desculpar pela ausência de duas semanas. Estou com uma virose que atacou muita gente que conheço (uma tosse seca insistente e chata) que me tirou o ânimo e a voz. Ok, os dedinhos funcionavam, mas faltava disposição.
Então aproveito para falar da falência do sistema particular de saúde de Salvador. Sim, particular. A Bahia tem 4 mil leitos hospitalares a menos do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Conheço muitas mulheres que optaram por marcar um parto cesáreo por medo de não achar vaga para dar o bebê à luz.
A situação chegou ao ponto de médicos do Hospital São Rafael denunciarem agressões da qual tem sido vítimas. Pacientes e familiares ficam impacientes (perdoem o trocadilho óbvio) e reagem com socos e gritos.
Todo este cenário me fez desistir de ir em busca de um atendimento para aliviar minha tosse. Preferi meu chazinho com nebulização. E assim, meu plano de saúde engorda feliz.
Então aproveito para falar da falência do sistema particular de saúde de Salvador. Sim, particular. A Bahia tem 4 mil leitos hospitalares a menos do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Conheço muitas mulheres que optaram por marcar um parto cesáreo por medo de não achar vaga para dar o bebê à luz.
A situação chegou ao ponto de médicos do Hospital São Rafael denunciarem agressões da qual tem sido vítimas. Pacientes e familiares ficam impacientes (perdoem o trocadilho óbvio) e reagem com socos e gritos.
Todo este cenário me fez desistir de ir em busca de um atendimento para aliviar minha tosse. Preferi meu chazinho com nebulização. E assim, meu plano de saúde engorda feliz.
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